PRODUTOS

Contraceção Chariva ®
Folheto Informativo
Nome ComercialDCI/ Dosagem/ Forma Farmacêutica e ApresentaçãoIndicação terapêuticaEmbalagem
Chariva ®Cloromadinona 2 mg/Etinilestradiol 0,03 mg Comprimidos revestidos por película 21 e 63 unidadesContraceção hormonal
FOLHETO INFORMATIVO: Informação para o utilizador
Chariva 2mg + 0,03 mg comprimidos revestidos por película

Acetato de cloromadinona + etinilestradiol


Leia com atenção todo este folheto antes de começar a tomar este medicamento pois contém informação importante para si.
  • Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente.
  • Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico.
  • Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de doença.
  • Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico.

O que contém este folheto:
  1. O que é Chariva e para que é utilizado
  2. O que precisa de saber antes de tomar Chariva
  3. Como tomar Chariva
  4. Efeitos secundários possíveis
  5. Como conservar Chariva
  6. Conteúdo da embalagem e outras informações

1. O que é Chariva e para que é utilizado
Chariva é um contracetivo hormonal tomado por via oral. Os contaceptivos orais contendo duas hormonas, como Chariva, são também denominados “contracetivos orais combinados” (COC). Os 21 comprimidos de um ciclo contêm a mesma quantidade das duas hormonas e, por isso, Chariva enquadra-se na classe das “preparações monofásicas”.

Os contracetivos orais como Chariva não a protegem contra a SIDA (infeção pelo VIH) ou qualquer outra doença sexualmente transmissível. Só os preservativos ajudam a essa proteção.


2. O que precisa de saber antes de tomar Chariva
Antes de começar a tomar Chariva, o seu médico deve fazer-lhe um exame geral e ginecológico, excluir uma gravidez e, tendo em atenção as contraindicações e precauções, decidir se Chariva é indicado para si. Este exame médico deve ser repetido todos os anos, enquanto estiver a tomar Chariva.

Não tome Chariva
  • se tem alergia (hipersensibilidade) ao etinilestradiol ou ao acetato de cloromadinona ou a qualquer outro componente deste medicamento (indicados na secção 6);
  • se sofre ou sofreu no passado de coágulos de sangue nas veias ou artérias (por ex., trombose venosa profunda, embolia pulmonar, ataque cardíaco, trombose cerebral);
  • se verificar as primeiras fases ou sinais de um coágulo no sangue, inflamação das veias ou embolismo, tais como dor súbita lancinante, dor no peito ou sensação de aperto no peito;
  • se for forçada a estar imobilizada durante um longo período de tempo (por ex., no caso de estar acamada ou de lhe ter sido colocado gesso) ou se planeia ser submetida a uma intervenção cirúrgica (pare de tomar Chariva pelo menos quatro semanas antes da data prevista para a operação);
  • se sofre de diabetes e a sua glicemia apresenta flutuações difíceis de controlar ou se apresenta alterações nos vasos sanguíneos;
  • se tem tensão arterial elevada difícil de controlar ou se a sua pressão arterial tem elevações consideráveis (valores constantemente acima de 140/90 mmHg);
  • se tem perturbações na coagulação sanguínea (por exemplo, deficiência em Proteína C);
  • se sofre de inflamação no fígado (por ex., causada por um vírus) ou de icterícia e os valores das análises laboratoriais que permitem avaliar o funcionamento do fígado ainda não voltaram à normalidade;
  • se tiver comichão por todo o corpo ou sofrer de perturbações do fluxo biliar ou se isso tiver ocorrido durante uma gravidez ou tratamento anterior com estrogénios;
  • se apresenta níveis elevados de bilirrubina (um produto de degradação do pigmento sanguíneo) no seu sangue, por ex., devido a uma perturbação inata na sua excreção (síndrome de Dubin-Johnson ou síndrome de Rotor);
  • se tem ou tiver tido no passado um tumor do fígado;
  • se tem dor de estômago intensa, fígado aumentado ou se verificar sinais de hemorragia digestiva;
  • se ocorrer porfiria (perturbação no metabolismo do pigmento sanguíneo) pela primeira vez ou em repetição;
  • se tem, teve ou suspeita ter um tumor maligno hormono-dependente, como por exemplo cancro da mama ou do útero;
  • se sofrer de perturbações graves no metabolismo das gorduras;
  • se sofre ou tiver sofrido de inflamação do pâncreas e tal estiver associado a valores elevados de gorduras no sangue (triglicéridos);
  • se sofrer pela primeira vez de enxaqueca;
  • se sofrer de dor de cabeça intensa, frequente ou prolongada;
  • se sofre ou se sofreu de enxaqueca acompanhada por perturbações dos sentidos, perceção e/ou movimento (migraine accompagnée);
  • se apresentar perturbações súbitas da perceção (visão ou audição);
  • se apresentar perturbações do movimento (em particular sinais de paralisia);
  • se verificar aumento de frequência das crises convulsivas;
  • se sofrer de depressão grave;
  • se sofrer de um certo tipo de surdez (otosclerose) que aumentou em gravidezes anteriores;
  • se, por razão desconhecida, não tenha tido período menstrual;
  • se tiver um crescimento anormal das membranas internas do útero (hiperplasia do endométrio);
  • se, inexplicavelmente, ocorrer hemorragia (perda de sangue) vaginal.

Se alguma destas condições ocorreu durante a administração de Chariva, pare de tomar Chariva imediatamente.

Não deve tomar Chariva, ou deve parar imediatamente de tomar, se tiver um sério risco ou vários riscos associados a perturbações da coagulação do sangue (ver secção 2 “Advertências e precauções”).


Advertências e precauções
Fale com o seu médico ou farmacêutico antes de tomar Chariva
  • se fuma. Fumar aumenta o risco de efeitos secundários graves do coração e dos vasos sanguíneos durante o uso de contracetivos orais combinados. Este risco aumenta com a idade e com o aumento do consumo de tabaco. Isto aplica-se particularmente às mulheres com mais de 35 anos. As mulheres fumadoras com mais de 35 anos de idade devem utilizar outros métodos contracetivos.
  • se tiver pressão arterial alta, níveis anormalmente altos de gorduras no sangue, se tem excesso de peso ou se tem diabetes (ver também secção 2. “Não tome Chariva” e secção 2. “Outras doenças”). Nestes casos, está aumentado o risco de efeitos secundários graves dos contracetivos orais combinados (tais como ataque cardíaco, embolismo, acidente vascular cerebral ou tumores no fígado).
  • se um dos seguintes fatores de risco lhe for aplicável, ou se um deles aparecer ou se agravar enquanto estiver a tomar Chariva. Neste caso consulte imediatamente o seu médico. Ele/ela irá decidir se deve parar ou continuar a tomar o medicamento.

Bloqueio dos vasos sanguíneos e outras doenças dos vasos sanguíneos
Existe evidência de que o risco de coágulos sanguíneos nas veias e artérias está aumentado se toma contracetivos orais. Isto poderá causar um ataque cardíaco, um acidente vascular cerebral, uma trombose venosa profunda ou um embolismo pulmonar.
Contudo, estes acontecimentos são raros durante a administração de contracetivos orais.

O risco de um coágulo de sangue nas veias (tromboembolismo) é maior nas utilizadoras de contracetivos orais combinados (COC) do que nas não utilizadoras. Esse risco adicional é maior durante o primeiro ano de utilização de um COC. O aumento do risco da utilização de um COC é menor do que o mesmo durante a gravidez, que está calculado em 60 casos por cada 100.000 gravidezes. Em 1-2% dos casos, esta obstrução dos vasos é fatal.

Desconhece-se como Chariva influencia o risco de tromboembolismo venoso comparativamente a outros contracetivos orais combinados.


Consulte o seu médico assim que possível se notar sintomas de trombose ou embolia pulmonar, tais como:
  • dor e/ou inchaço dos braços ou das pernas
  • dor súbita e forte no peito, irradiando ou não para o braço esquerdo
  • falta de ar súbita, tosse súbita sem causa conhecida
  • dor de cabeça inesperada e intensa ou prolongada
  • perda parcial ou total da visão, visão dupla, dificuldade em falar ou encontrar as palavras apropriadas
  • tonturas, colapso (incluindo em alguns casos crises epiléticas)
  • fraqueza súbita ou entorpecimento significativo de um lado do corpo ou de uma parte do corpo
  • perturbações nos movimentos
  • dor aguda inesperada e intensa na barriga.

Se notar um aumento da frequência ou intensidade dos ataques das enxaquecas durante a administração de Chariva (o que pode ser indicativo de uma perturbação no fornecimento de sangue ao cérebro), consulte o seu médico assim que possível. Ele/ela pode aconselhála a parar de tomar Chariva imediatamente.

O risco de obstrução de vasos sanguíneos aumenta com os seguintes fatores:
  • idade
  • tabagismo
  • história familiar de obstrução dos vasos (por ex., irmãos, irmãs ou pais tiveram uma trombose em idade jovem). Se este for o seu caso, o seu médico poderá referenciá-la para ser examinada por um especialista (por ex., para verificar a coagulação sanguínea), antes de começar a tomar Chariva.
  • peso excessivo considerável, i.e. índice de massa corporal superior a 30 kg/m2
  • alteração anormal das gorduras e proteínas do sangue (dislipoproteinemia)
  • hipertensão arterial
  • doença nas válvulas cardíacas
  • perturbações do ritmo cardíaco (fibrilhação atrial)
  • longos períodos de imobilização, cirurgias major, cirurgia das pernas ou ferimentos graves. Nestas situações deverá informar o seu médico logo que possível. Receberá aconselhamento para suspender o uso de Chariva pelo menos quatro semanas antes da cirurgia e informação de quando poderá retomar a sua utilização (normalmente não antes de duas semanas após a recuperação total da mobilidade).
  • outras doenças que afetam a circulação sanguínea, como a diabetes mellitus, lúpus eritematoso sistémico (doença do sistema imunitário), síndrome hemolítica urémica (doença do sangue que causa alterações nos rins), doença de Crohn ou colite ulcerosa (inflamação crónica do intestino) e anemia falciforme (doença do sangue). O tratamento adequado destas doenças pode reduzir o risco de obstrução dos vasos sanguíneos.

Cancro
Alguns estudos epidemiológicos sugeriram que a utilização prolongada da pílula em mulheres infetadas por um vírus sexualmente transmitido (vírus do papiloma humano) é um fator de risco para o desenvolvimento de cancro do colo do útero. Porém, não foi estabelecido em que medida estes resultados são influenciados por outros fatores (por ex., diferenças no número de parceiros sexuais ou a utilização de outros métodos contracetivos mecânicos).

Estudos notificaram um ligeiro aumento do risco de cancro da mama em mulheres a tomar COCs. Durante os 10 anos após ter terminado a utilização de COCs este aumento de risco diminui gradualmente até ao risco considerado normal para a idade. Uma vez que o cancro da mama é raro em mulheres com idade inferior a 40 anos, o maior número de cancros da mama diagnosticados em utilizadoras correntes ou recentes de COCs é pequeno quando comparado com o risco global de cancro de mama.

Em casos raros, foram referidos tumores hepáticos benignos e ainda mais raramente tumores hepáticos malignos após a toma de contracetivos orais. Nestes casos podem ocorrer hemorragias internas graves. Na eventualidade de dor aguda na região do estômago que não desaparece espontaneamente, deve consultar o seu médico.


Outras doenças
Muitas mulheres apresentam um ligeiro aumento da pressão arterial no decorrer da toma de contracetivos orais. Se a sua pressão arterial subir consideravelmente durante a utilização de Chariva, o médico irá aconselhá-la a parar de tomar Chariva e receitar um medicamento para baixar a sua pressão arterial. A utilização de Chariva pode recomeçar logo que os valores da pressão arterial regressem à normalidade.

Se sofreu de herpes numa gravidez anterior, poderá existir recorrência durante a administração de um contracetivo oral.

Se tiver uma perturbação dos valores de alguns dos lípidos do sangue (hipertrigliceridemia) ou se existir história familiar, há um risco acrescido de sofrer de inflamação do pâncreas. Se sofrer de alguma doença aguda ou crónica do fígado, o seu médico poderá aconselhá-la a parar a administração de Chariva até que os seus valores do seu fígado voltem ao normal. Se sofreu de icterícia durante uma gravidez anterior ou durante a utilização de contraceção oral, e esta recorreu, o seu médico poderá aconselhála a parar de tomar Chariva.

Se é diabética e se a sua glicemia está a ser controlada e toma Chariva, o seu médico irá examiná-la cuidadosamente enquanto tomar Chariva. Poderá ser necessário alterar o seu tratamento diabético.

Pouco frequentemente poderão aparecer manchas castanhas na sua pele (cloasma), especialmente se também surgiram durante uma gravidez anterior. Se sabe que tem uma predisposição, enquanto tomar Chariva deverá evitar a exposição prolongada ao Sol.


Doenças que podem ser negativamente afetadas
É também necessária supervisão médica especial:
  • se sofrer de epilepsia;
  • se sofrer de esclerose múltipla;
  • se sofrer de cãibras musculares graves (tetania);
  • se sofrer de enxaqueca (ver também secção 2., “Não tome Chariva”);
  • se sofrer de asma;
  • se tem um coração ou rins fracos (ver também secção 2 “Não tome Chariva”);
  • se sofrer de dança de S. Vito (coreia menor);
  • se for diabética (ver também secção 2. “Não tome Chariva” e secção 2. “Outras doenças”);
  • se sofrer de doenças do fígado (ver também secção 2. “Não tome Chariva”);
  • se sofrer de perturbações no metabolismo das gorduras (ver também secção 2. “Não tome Chariva”);
  • se sofrer de doenças do sistema autoimune (incluindo lúpus eritematoso sistémico);
  • se tiver excesso de peso considerável;
  • se sofrer de pressão arterial elevada (ver também secção 2. “Não tome Chariva”);
  • se tem endometriose (quando o tecido que reveste a cavidade do seu útero, designado endométrio, se encontrada fora desta camada delimitadora) (ver também secção 2. “Não tome Chariva”);
  • se tiver veias varicosas ou inflamação nas veias (ver também secção 2. “Não tome Chariva”);
  • se tiver problemas de coagulação do sangue (ver também secção 2. “Não tome Chariva”);
  • se tiver uma doença dos seios (mastopatia);
  • se tiver tido um tumor benigno do útero (mioma);
  • se tiver sofrido de bolhas numa gravidez anterior (herpes gestacional);
  • se sofrer de depressão (ver também secção 2. “Não tome Chariva”);
  • se sofrer de inflamação crónica do intestino (Doença de Crohn, colite ulcerosa).

Por favor consulte o seu médico se tem ou tiver tido alguma destas doenças, ou se ocorrerem durante a administração de Chariva.

Eficácia
Se não tomar regularmente o contracetivo, ou se vomitar ou tiver diarreia após a administração (ver secção 3., “O que fazer se tiver vómitos ou diarreia durante a toma de Chariva”), ou se estiver a tomar ao mesmo tempo determinados medicamentos (ver secção 2. “Outros medicamentos e Chariva”), o efeito contracetivo pode ser afetado. Em casos muito raros os distúrbios metabólicos podem diminuir a eficácia contracetiva.

Mesmo se tomar corretamente os contracetivos orais, estes não garantem totalmente a contraceção.


Hemorragia irregular
Particularmente nos primeiros meses de utilização de contracetivos orais, podem ocorrer hemorragias vaginais irregulares [hemorragias intercorrente/spotting (pequenas perdas de sangue)]. Se estas hemorragias irregulares continuarem mais de 3 meses ou se reaparecerem após alguns ciclos regulares, consulte o seu médico.

A ocorrência de spotting pode também ser um sinal de menor eficácia do contracetivo. Em alguns casos, pode não ocorrer hemorragia de privação depois de tomar Chariva por 21 dias. Se tomou Chariva de acordo com as instruções da secção 3, é pouco provável que esteja grávida. Se não tomou Chariva de acordo com as instruções e não teve hemorragia de privação pela primeira vez, deve ser excluída uma eventual gravidez antes de voltar a tomar.


Outros medicamentos e Chariva
Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar, ou tiver tomado recentemente, ou se vier a tomar outros medicamentos.

O efeito contracetivo de Chariva pode ser afetado se tomar ao mesmo tempo determinadas substâncias. Estas incluem medicamentos para o tratamento da epilepsia (como a carbamazepina, fenitoína e topiramato), medicamentos para o tratamento da tuberculose (por ex., rifampicina, rifabutina), certos antibióticos, como a ampicilina, tetraciclinas e griseofulvina, barbitúricos, barbexaclona, primidona, modafinil, alguns medicamentos para o tratamento da infeção pelo VIH (por ex., ritonavir) e preparações contendo hipericão (Hipericum perfuratum). Medicamentos que estimulam os movimentos intestinais (por ex., metoclopramida) e carvão ativado podem afetar a absorção das substâncias ativas de Chariva.

Não deve tomar qualquer medicamento à base de plantas contendo hipericão (Erva de S. João), conjuntamente com Chariva.

Se estiver a tomar ou se começar a tomar um medicamento com uma das substâncias ativas acima (à exceção do hipericão), pode continuar a tomar Chariva. Durante o tratamento com estes medicamentos deve utilizar um método contracetivo mecânico adicional (por ex., preservativos). Se tomar algum destes medicamentos deverá continuar a utilizar um método contracetivo mecânico durante 7 a 28 dias após terminar o tratamento. Se é necessário um tratamento de longa duração com as substâncias ativas descritas em cima, deverá ser utilizado um método contracetivo não hormonal. Aconselhe-se com o seu médico ou farmacêutico.

Se a administração concomitante de medicamentos se prolongar depois de concluídos os comprimidos do blister do COC, o blister seguinte do COC deve ser iniciado de imediato sem o habitual intervalo sem comprimidos.

Informe o seu médico se estiver a tomar insulina ou qualquer outro medicamento que faça baixar o seu açúcar no sangue. A dose destes medicamentos poderá ter que ser alterada.

Quando se utilizam contracetivos orais pode haver redução da excreção de diazepam, ciclosporina, teofilina ou prednisolona, o que induzirá a possibilidade de um efeito mais intenso e prolongado dessas substâncias. O efeito de preparações contendo clofibrato, paracetamol, morfina ou lorazepam pode ser reduzido se tomados em simultâneo.

Lembre-se que o descrito acima também se aplica se tiver tomado alguma dessas substâncias pouco tempo antes de iniciar o tratamento com Chariva.

Os resultados de alguns testes laboratoriais para monitorização da função hepática, das glândulas suprarrenais e da tiroide, certas proteínas do sangue, o metabolismo dos hidratos de carbono e a coagulação do sangue, podem ser afetados pela utilização de Chariva. Assim, antes de fazer análises, informe o seu médico de que está a tomar Chariva.


Gravidez e amamentação
Se está grávida ou a amamentar, se pensa estar grávida ou planeia engravidar, consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar este medicamento.

Chariva não está indicado durante a gravidez. Se ficar grávida durante a utilização de Chariva, deverá parar imediatamente de tomar. A utilização prévia de Chariva, porém, não é motivo para interromper a gravidez.

Se tomar Chariva enquanto estiver a amamentar, deve lembrar-se que a produção de leite pode ser reduzida e a qualidade afetada. Quantidades muito pequenas das substâncias ativas passam para o leite. Os contracetivos orais do tipo do Chariva só deverão ser utilizados após suspensão da amamentação.


Condução de veículos e utilização de máquinas
Não são conhecidos efeitos negativos dos contracetivos orais combinados na capacidade de conduzir veículos ou operar máquinas.

Chariva contém lactose
Se foi informado pelo seu médico que tem intolerância a alguns açúcares, contacte-o antes de tomar este medicamento.

3. Como tomar Chariva
Tome este medicamento exatamente como indicado pelo seu médico. Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.

Via oral

Como e quando tomar Chariva
Pressione o blister no local do primeiro comprimido correspondente ao dia da semana em que se inicia o tratamento (por ex., "Dom." corresponde a Domingo) e engula-o sem mastigar. Deve depois tomar um comprimido todos os dias, seguindo a direção da seta, se possível sempre à mesma hora, de preferência à noite. Os comprimidos são retirados do blister de acordo com a direção da seta e informação correspondente ao dia da semana marcada no blister. Se possível, o intervalo entre as tomas dos comprimidos deverá ser sempre de 24 horas. Os dias impressos no blister permitem verificar todos os dias se já tomou o comprimido daquele dia em particular.

Tome um comprimido por dia durante 21 dias consecutivos. Após este período de tempo, existe um intervalo de sete dias. Normalmente, 2-4 dias após a toma do último comprimido aparece uma hemorragia de privação semelhante ao período menstrual. Após os sete dias de intervalo continue a tomar os comprimidos iniciando um novo blister de Chariva, independentemente da hemorragia ter parado ou não.


Quando posso começar a tomar Chariva?
Se não tomava qualquer contracetivo oral anteriormente (durante o último ciclo menstrual)
Tome o seu primeiro comprimido de Chariva no primeiro dia do seu próximo período menstrual.

A contraceção inicia-se no primeiro dia de administração e mantém-se ao longo do intervalo de sete dias.

Se o seu período já começou, tome o primeiro comprimido entre o 2º-5º dia do seu período, independentemente da hemorragia já ter parado ou não. Porém, neste caso terá que usar um método contracetivo mecânico adicional durante os primeiros sete dias de administração (regra dos sete dias).

Se o seu período começou há mais de cinco dias, espere pelo período seguinte para iniciar a tome de Chariva.

Se tomava anteriormente outro contracetivo hormonal combinado:
Tome todos os comprimidos da embalagem antiga como habitualmente. Deve começar a tomar Chariva no dia a seguir ao intervalo sem comprimidos ou ao intervalo correspondente aos comprimidos placebo do seu contracetivo hormonal combinado anterior.

Se tomava anteriormente um contracetivo contendo somente progestagénio (pílula apenas com progestagénio, “minipílula”)
Durante a utilização de um contracetivo oral contendo apenas progestagénio, poderá não ter hemorragia de privação semelhante ao período. Neste caso, tome o primeiro comprimido de Chariva no dia após a toma do último comprimido só com progestagénio. Neste caso, terá que usar um método de contraceção mecânico adicional durante os primeiros sete dias de utilização.

Se utilizava anteriormente contraceção hormonal injectável ou um implante contracetivo
Tome o primeiro comprimido de Chariva no dia em que o implante for removido ou em que a injeção seguinte estava prevista. No entanto, terá que usar um método de contraceção adicional durante os primeiros sete dias de utilização.

Se abortou ou interrompeu a gravidez nos primeiros três meses
Após um aborto ou interrupção de gravidez, pode iniciar imediatamente a toma de Chariva. Neste caso, não terá que utilizar qualquer método contracetivo adicional.

Após o parto ou se interrompeu a gravidez entre o 3º e o 6º mês de gravidez
Se não estiver a amamentar, pode iniciar a toma de Chariva 21-28 dias após o parto. Não é necessário utilizar métodos contracetivos mecânicos adicionais.

Porém, se passaram mais de 28 dias desde o nascimento, terá que usar um método de contraceção mecânico adicional durante os primeiros sete dias de utilização.

Se já teve relações sexuais, terá que certificar-se de que não está grávida ou aguardar até ao período menstrual seguinte para iniciar a utilização de Chariva.

Por favor tenha em atenção que não deverá tomar Chariva se estiver a amamentar (ver secção “Gravidez e aleitamento”).


Durante quanto tempo posso tomar Chariva?
Pode tomar Chariva durante o tempo que desejar desde que tenha em atenção todos os riscos que possam existir para a sua saúde (ver secção 2. “Não tome Chariva” e “Advertências e precauções”). O início do primeiro período menstrual após a interrupção de Chariva pode atrasar cerca de uma semana.

O que fazer se tiver vómitos ou diarreia durante a toma Chariva?
Se vomitar ou tiver diarreia nas 4 horas após ter tomado o comprimido, é possível que as substâncias ativas de Chariva não sejam completamente absorvidas. Esta situação é semelhante ao esquecimento de um comprimido e terá que tomar um novo comprimido de um novo blister imediatamente. Se possível tome o novo comprimido nas 12 horas após a última administração e continue a tomar Chariva à hora habitual. Se isto não for possível ou se passaram mais de 12 horas consulte a secção 3. “Caso se tenha esquecido de tomar Chariva” ou consulte o seu médico.

Se tomar mais Chariva do que deveria
Não existe informação sobre a ocorrência de efeitos tóxicos graves após a toma de uma grande quantidade de comprimidos duma só vez. Podem ocorrer náuseas, vómitos, e especialmente em raparigas mais jovens hemorragia vaginal ligeira. Nestes casos, consulte um médico. Se necessário poderá ser avaliado o equilíbrio eletrolítico e a função hepática.

Caso se tenha esquecido de tomar Chariva
Se esquecer a toma do comprimido à hora habitual, deverá tomá-lo nas 12 horas seguintes. Se o fizer, não serão necessários métodos contracetivos adicionais e poderá continuar a tomar os comprimidos como habitualmente.

Se o intervalo for superior a 12 horas, o efeito contracetivo de Chariva deixa de estar garantido. Neste caso, tome imediatamente o comprimido de que se esqueceu e continue a tomar Chariva à hora habitual. Pode acontecer ter de tomar 2 comprimidos no mesmo dia. No entanto, terá que usar um método de contraceção mecânico adicional (por ex., preservativos) durante os sete dias seguintes. Se durante esses sete dias terminar os comprimidos do blister correspondente a esse ciclo, inicie a toma do blister seguinte de Chariva imediatamente, i.e., sem fazer qualquer intervalo entre as embalagens (regra dos sete dias). Provavelmente não haverá a habitual hemorragia de privação até que acabe a segunda embalagem. Porém, poderá existir um aumento das hemorragias intercorrente ou da ocorrência de spotting durante a toma do segundo blister.

Quanto maior o número de comprimidos esquecidos, maior é o risco de que a proteção contra uma gravidez esteja reduzida. Se se esqueceu de um ou mais comprimidos na semana 1 e teve relações sexuais na semana antes do esquecimento, existe o risco de gravidez. O mesmo se aplica se se esqueceu de um ou mais comprimidos e não teve hemorragia de privação no intervalo sem comprimidos. Neste caso deverá consultar o seu médico.


Se quiser adiar o seu período menstrual
Mesmo que não recomendado, é possível adiar o período menstrual (hemorragia de privação), iniciando um novo blister em vez de fazer o habitual intervalo sem comprimidos, até ao final do segundo blister. Poderá existir a ocorrência de spotting (pequenas perdas de sangue) ou hemorragias intercorrentes durante a toma do segundo blister. Após o intervalo habitual de sete dias sem comprimidos, deverá continuar com o blister seguinte. Deverá consultar o seu médico antes de decidir adiar o seu período menstrual.

Se quiser alterar o primeiro dia do seu período menstrual
Se tomar os comprimidos de Chariva de acordo com as instruções, então o seu período menstrual/hemorragia de privação irá começar durante a semana sem toma de comprimidos. Se pretende alterar este dia, poderá fazê-lo bastando reduzir o intervalo de sete dias sem medicação (nunca aumentar!). Por exemplo, se o seu período sem toma de comprimidos começa numa sexta-feira e pretende alterar este dia para uma terça-feira (três dias mais cedo) deverá iniciar um novo blister três dias antes do habitual. Se encurtar o período sem comprimidos for demasiado curto (por exemplo, 3 dias ou menos), poderá não ocorrer a hemorragia de privação durante este período sem comprimidos. Poderá verificar-se a ocorrência de spotting (pequenas perdas de sangue) ou hemorragias intercorrentes.

Se não tem a certeza como proceder, aconselhe-se com o seu médico.


Se parar de tomar Chariva
Após a interrupção de Chariva, os seus ovários recomeçam logo a funcionar normalmente e poderá engravidar.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico ou farmacêutico.


4. Efeitos secundários possíveis
Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos secundários, embora estes não se manifestem em todas as pessoas.

A frequência com que os efeitos secundários têm sido notificados é a seguinte:

Muito frequentes (podem afetar mais que 1 em 10 pessoas):
Náusea, corrimento vaginal, dor durante a menstruação, ausência de menstruação, hemorragias intercorrente, spotting, dores de cabeça, dor nos seios.

Frequentes (podem afetar até 1 em 10 pessoas):
Depressão, irritabilidade, nervosismo, tonturas, enxaqueca (e/ou agravamento da mesma), distúrbios visuais, vómito, acne, dor de barriga, fadiga, sensação de pernas pesadas, retenção de líquidos, aumento de peso, aumento da pressão arterial.

Pouco frequentes (podem afetar até 1 em 100 pessoas):
Dor de estômago, hipersensibilidade ao fármaco incluindo reações alérgicas da pele, perturbações intestinais, diarreia, problemas de pigmentação, manchas castanhas na face, queda de cabelo, pele seca, dor de costas, problemas musculares, secreção dos seios, alterações benignas no tecido conjuntivo dos seios, infeções fúngicas na vagina, diminuição da libido, tendência para transpirar, alterações das gorduras do sangue incluindo aumento dos triglicéridos.

Raros (podem afetar até 1 em 1.000 pessoas):
Conjuntivite, desconforto na utilização de lentes de contacto, surdez, zumbidos, pressão arterial elevada, pressão arterial baixa, colapso circulatório, veias varicosas, trombose venosa, urticária, eczema, pele inflamada, comichão, agravamento da psoríase, pelo excessivo no corpo ou na face, aumento dos seios, inflamação na vagina, menstruação mais intensa ou prolongada, síndrome pré-menstrual (problemas emocionais e físicos que ocorrem antes do início da menstruação), aumento de apetite.

Muito raros (podem afetar até 1 em 10.000 pessoas):
Eritema nodoso.


Os contracetivos orais combinados estão também associados ao aumento do risco das seguintes doenças e efeitos secundários graves:
  • risco de bloqueio das veias e artérias (ver secção 2. “Advertências e precauções”),
  • risco de doenças do trato biliar (ver secção 2. “Advertências e precauções”),
  • risco de tumores (por ex., tumores do fígado, que em casos isolados podem causar hemorragias na cavidade abdominal que podem ser fatais, cancro do colo do útero e da mama; ver secção 2. “Advertências e precauções”),
  • agravamento da inflamação crónica dos intestinos (doença de Crohn, colite ulcerosa; ver secção 2. “Doenças que podem ser negativamente afetadas”).

Por favor leia cuidadosamente a secção 2. “Advertências e precauções”, e se necessário consulte imediatamente o médico.

Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico.


5. Como conservar Chariva
Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Não conservar acima de 30ºC.

Não utilize este medicamento após o prazo de validade. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.

Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.


6. Conteúdo da embalagem e outras informações
Qual a composição de Chariva:
  • As substâncias ativas são o acetato de cloromadinona e o etinilestradiol. Um comprimido revestido por película contém 2 mg de acetato de cloromadinona e 0,03 mg de etinilestradiol.
  • Os outros componentes são:
    • Núcleo do comprimido: Lactose mono-hidratada, amido de milho, povidona K 30, estearato de magnésio;
    • Revestimento: hipromelose 2910, lactose mono-hidratada, dióxido titânio (E171), talco, macrogol 6000, propilenoglicol (E1520), óxido de ferro vermelho (E172).
Qual o aspeto de Chariva e conteúdo da embalagem
Chariva é um comprimido revestido por película rosa pálido, redondo, biconvexo sem gravação. Diâmetro aproximado de 6 mm.

Chariva 2 mg + 0,03 mg comprimidos revestidos por película é embalado em blisters de PVC/PVDC-Alu. Os blisters são embalados em caixas de cartão.


Tamanho das embalagens:
1x21 comprimidos revestidos por película
3x21 comprimidos revestidos por película
6x21 comprimidos revestidos por película

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante

Titular da Autorização de Introdução no Mercado:

Gedeon Richter Plc.
Gyömroi út 19-21.
1103 Budapest, Hungria

Fabricante:
Gedeon Richter Plc.
Gyömroi út 19-21.
1103 Budapest, Hungria

Este medicamento encontra-se autorizado nos Estados Membros do Espaço Económico Europeu (EEE) com as seguintes denominações:
Áustria   Larabel 0.03 mg / 2 mg Filmtabletten
Alemanha   Ethinylestradiol/Chlormadinone Acetate Richter 0.03 mg/ 2 mg Filmtabletten
Itália   Clormadinone acetate/ Etinilestradiolo Gedeon Richter
Portugal   Chariva
Espanha   Etinilestradiol/acetato de clormadinona Richter
Polónia   Belara
Reino Unido   Belara


Este folheto foi revisto pela última vez em